sábado, 19 de abril de 2008

O que não devia ser olhado.

Estou escrevendo da casa da minha amiga Andressa. Está tudo escuro, mesmo sendo 13:50 agora. É que ela tem blackout no quarto. Eu sei que acordo tarde às vezes, mas hoje foi demais... Não sei como ela ainda está dormindo! Tudo bem que ontem fomos para um forró, no Cruzeiro, uma bairro não tão longe do Plano Piloto (parte principal da cidade), porém, não tão seguro assim.
Esse forró se deu numa daquelas barraquinhas fixas, meio que lanchonetes-restaurantes que ficam no meio de duas ruas, entre o estacionamento público. Tinha uma lona como teto, iluminação elétrica, teclados/órgão, um DVD player tocando um CD de percussão, duas caixas de som bem grandes - daquelas de boate/teatro, mesas de plástico quadradas fazendo propaganda de cerveja e cadeiras também de plástico.
O clima era bastante animado, pessoas dançando numa pista de dança improvisada, onde o improviso foi estipulado pelas próprias pessoas que iam para aquele determinado local somente para dançarem.
Fiquei impressionado com os olhares. Quando ando com a Andy (apelido que dei a Andressa) todos olham para ela, uma mulher bonita, chamativa, com físico não muito comum aqui no DF: branca, loira, cara de boneca, coxa grossa, magra,..., sem falar que vive produzida, sempre com uma roupa sexy e chique. Sou acostumado com os olhares que ela recebe de atenção (dos adolescentes), inveja (das mulheres e travestis), de desejo (dos homens) e de raiva (dos gays), mas ontem ocorreu comigo também, e o mais estranho foi que recebi os mesmos olhares sendo que era um ambiente majorital hétero! E não era uns poucos, era bastante gente!
Ao mesmo tempo que meu ego subiu, fiquei meio sem graça, afinal, aqueles olhares eram proibidos. Eu estou numa fase da minha vida onde a palavra proibido não entra no meu dicionário. Eu acredito no livre arbítrio, onde tudo o que você faz tem uma consequência, e se for pra fazer escondido, melhor não fazer, pois aí tem algo errado e que você pode se arrepender; só se o ato escondido for por prazer, para dar um gostinho caliente (se é que vocês me entendem).

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